SES amplia monitoramento, investe em novas tecnologias, capacita equipes municipais, bem como reforça distribuição de equipamentos e insumos para conter avanço da dengue, chikungunya e zika
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), intensifica as ações estratégicas em parceria com os municípios para conter a circulação do Aedes aegypti e combater doenças como dengue, chikungunya e zika. A orientação é que a população ajude a eliminar os criadouros dentro das residências, antes da chegada do período das chuvas.
Goiás registra atualmente 108.673 casos confirmados de dengue, o que representa um aumento de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação à chikungunya, são 11.311 casos confirmados neste ano, um aumento de 343% na comparação com o ano passado. Para conter o avanço, o Estado amplia o monitoramento do mosquito, investe em novas tecnologias, capacita profissionais e reforça o fornecimento de equipamentos, inseticidas e larvicidas aos municípios.
O titular da SES, Rasível Santos, reforça a importância da união de esforços na luta contra o mosquito. “O enfrentamento ao Aedes exige um esforço conjunto entre Estado, municípios e população. O Governo de Goiás tem investido nas ações, mas nenhuma estratégia será eficaz sem o apoio da sociedade”, destaca. “Cada morador pode contribuir eliminando recipientes que acumulam água parada e impedindo a formação de criadouros do mosquito. A prevenção começa dentro de casa e continua sendo a medida mais importante para proteger vidas”, frisa.
Equipamentos e insumos
Uma das principais frentes de atuação é o monitoramento por meio da ovitrampa, uma ferramenta que permite monitorar a presença do mosquito e identificar as áreas com maior concentração de ovos. Atualmente, 104 municípios utilizam a metodologia com acompanhamento da SES e 5.736 armadilhas já foram instaladas em diversas regiões do estado. As informações coletadas orientam a tomada de decisões e permitem direcionar ações de controle para as áreas de maior risco, aumentando a efetividade das intervenções.
Outra iniciativa reforçada pelo Estado é a utilização das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), tecnologia que transforma o próprio mosquito em agente de dispersão do larvicida em criadouros de difícil acesso. Em 2026, foram distribuídas 3.278 estações para municípios estratégicos, com destaque para Caldas Novas, que recebeu 2 mil unidades destinadas a bairros com maior incidência de chikungunya. Municípios como Inhumas, Goianira, Senador Canedo e Trindade também receberam as EDLs.
A capacitação permanente das equipes municipais também faz parte da estratégia estadual. Ao longo de 2025 e 2026, os treinamentos voltados ao controle químico vetorial reuniram 592 participantes de 161 municípios e alcançaram 86% da meta estabelecida. As formações abordam o uso correto de equipamentos, aplicação segura de produtos e aprimoramento das ações de campo, fortalecendo a resposta local diante dos surtos de arboviroses.
Para fortalecer o combate ao mosquito, a Secretaria investe em equipamentos para aplicação de inseticidas. O Estado dispõe de 20 equipamentos de Ultra Baixo Volume – UBV (fumacê) em veículos distribuídos entre regionais de saúde, além de estoques e processos de aquisição de pulverizadores e nebulizadores. Atualmente, os municípios utilizam 372 pulverizadores costais manuais e 709 nebulizadores costais motorizados, garantindo maior alcance das ações de bloqueio e controle vetorial.
Paralelamente, a SES também presta apoio aos municípios, com manutenção dos equipamentos e fornecimento de produtos utilizados no combate ao mosquito. Em 2026, foram realizadas manutenções em centenas de nebulizadores e pulverizadores. Além disso, a rede estadual recebeu 2,8 mil sachês de Fludora, 8,4 mil unidades de BTI, um inseticida biológico, e 14,9 mil litros de Cielo para utilização nas ações de controle vetorial em todo o Estado. A pulverização residual (Borrifação Residual Intradomiciliar – BRI) é uma estratégia no combate ao Aedes e consiste na aplicação de inseticida de efeito prolongado nas paredes internas das residências e que gruda nas superfícies, permanecendo ativo por vários meses.
Goiás também amplia a adoção do método Wolbachia no combate às arboviroses. Considerada uma inovação, o método consiste na liberação de mosquitos com uma bactéria natural que reduz a capacidade de transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya. Os municípios de Valparaíso e Luziânia foram os primeiros a receber a ferramenta, financiada pelo Ministério da Saúde, com suporte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Anápolis iniciou a utilização no último dia 5 de outubro. Aparecida de Goiânia e Trindade estão em fase de preparação para implantação da metodologia.
Vacinação
A SES reforça ainda a importância da vacinação contra a dengue, que está disponível para a faixa etária de 10 a 14 anos, conforme diretriz do Ministério da Saúde. A vacina Qdenga é aplicada em esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Para garantir a proteção adequada contra as formas graves da doença, é fundamental que as pessoas que iniciaram o esquema vacinal retornem às salas de vacinação para completar a imunização. Até o momento, foram aplicadas 402.915 doses, o que representa 54,84% de cobertura vacinal para a 1ª dose. No entanto, 39,91% das crianças e adolescentes estão com doses atrasadas e ainda não retornaram para receber a 2ª dose.
Foto 1: SES
Legenda: Instalação de Ovitrampa no município de Matrinchã
Foto 2: Paulo de Tarso
Legenda: Instalação de Wolbachia no município de Anápolis
Foto 3: Iron Braz
Legenda: É preciso retirar qualquer objeto que possa acumular água nos quintais e fazer a limpeza de calhas, caixas d’água, vasilhas de água de animais, por exemplo
Secretaria da Saúde – Governo de Goiás



















